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O artista
por ele mesmo
Minha poética visual tem raízes no afeto — e na cultura de massa: imagens publicitárias, capas de revistas, cartazes, histórias em quadrinhos, rock, cinema, televisão, os objetos ordinários do cotidiano. Também nas coleções acumuladas ao longo da vida, sem cerimônia, pela apropriação e transformação desses universos disponíveis.
Trabalho com o comum e o familiar, estabelecendo diálogos por meio do desenho, da pintura, da colagem e da assemblage — técnicas que se comunicam entre si, tendo a cor como elemento fundamental. Meu trabalho não busca a complexidade. Pelo contrário: a narrativa poética que persigo é simples o bastante para abrigar ideais compartilhados, imagens nas quais o outro possa reconhecer algo de si mesmo.
Nesse sentido, minha arte pode ser descrita como uma prática de junção, de diálogo, de expressão. Cada obra é uma ligadura de pigmentos, afetos, pensamentos e memórias — e, por que não, um toque de delírio.
